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Projetos inovadores de pesquisa e extensão compõem os estandes na 37ª Reditec

 

 

Gerônimo Vicente

 

Projetos de pesquisa e de extensão, produtos gerados em laboratórios adequados à inovação tecnológica e aplicação da didática na área de educação profissional. Todos esses itens estão nos estandes que compõem a 37ª Reditec (Reunião dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica) que ocorre em Maceió e é organizada pelo Ifal (Instituto Federal de Alagoas), com promoção do Conif (Conselho dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional, Científica e Tecnológica). São cerca de trinta pontos de exposição instalados no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, onde se realiza o evento. O Ifal ocupa quatro deles, três dos quais estão expostos projetos de pesquisa e de extensão para os cerca de 600 participantes do evento.

Ariana Francielle, do Câmpus Murici

Ao chegar ao local de exposição, os dirigentes participantes se deparam com os alunos campeões do Ifal em olimpíadas brasileiras de disciplinas como Física, Química, Astronáutica e Matemática. Sob a orientação do professor Carlos Argolo, os estudantes realizam uma demonstração sobre a possibilidade de propulsão de foguetes à água, uma pesquisa que ganhou força no Instituto Federal de Alagoas, somada ao aperfeiçoamento em outras instituições de ensino tecnológico, cuja praticidade vem sendo aplicada em testes por organismos da área de astronomia.

Beneficiamento do leite

Logo depois, os participantes da 37ª Reditec podem saborear a coalhada, o iogurte e o queijo coalho, produzidos pelos alunos do curso tecnológico de Laticínios do Câmpus Satuba. O curso, reconhecido pelo Ministério da Educação com o conceito 4, é referência  no estado,  nos quesitos  produção e beneficiamento  do leite. Alagoas é um dos maiores produtores de leite bovino e caprino do país e seus derivados, mas os métodos de produção ainda necessitam serem aprimorados pelas cooperativas, prefeituras e organismos que lidam com essa produção. Neste aspecto, as pesquisas do curso de Latícinios do Câmpus Satuba contribuem para esse aperfeiçoamento.

O município de Major Isidoro, localizado no sertão alagoano, a 200 km de Maceió, é o maior produtor de leite e derivados do estado, segundo o IBGE, e é nesta cidade que o projeto de pesquisa dos alunos prevê um mapeamento de todos os laticínios para orientar os produtores quanto ao processo de formalização de toda a produção. A prefeitura fez um convênio com o Ifal para realização do trabalho de consultoria.  Segundo o estudante Augusto Neiva, que divide o projeto com Aparecido José e Pâmmella Monteiro, boa parte dos laticínios dos municípios atuam na informalidade e a prefeitura não dispõe de dados estatísticos sobre essa situação. “Com o apoio do Sebrae, Senai, estamos desenvolvendo essa ação”, disse o estudante.

Tecnologia na educação

O câmpus Murici apresenta três projetos de pesquisa e um de extensão. A Utilização do Facebook como Mediador da Escrita e Leitura é o projeto de extensão desenvolvido pelas alunas Mariane Fernandes Barros e Maria Jucicleide, sob a orientação do professor Herbert Luiz. A proposta foi implantada na escola estadual Rocha Cavalcante, do município vizinho de União dos Palmares, no agreste alagoano, com alunos do curso de magistério na faixa etária de  17 a 40 anos e consiste   na aplicação  de jogos de ortografia on-line e de outros itens da gramática para estimular nesses futuros professores o estímulo à tecnologia da educação. “Orientamos a eles a preparar um plano de aula com recursos da internet, além de outras atividades lúdicas, e já estamos notamos uma certa evolução. Quando chegamos à escola, os alunos sequer usavam os computadores, porque havia o medo de serem danificados”, explicou Mariane Barros.

Três vezes por semana, elas se deslocam a União dos Palmares para realizar o projeto e, como conclusão, vão preparar uma página no Facebook que estimulará os alunos beneficiários a usar a ferramenta eletrônica para a escrita e leitura. “Já houve um avanço significativo, a partir do momento, em que as postagens realizadas por eles vão sendo corrigidas”, ressaltou a aluna.

Banana como fonte de renda

O outro projeto de pesquisa é de autoria de Fernanda Alexandre com a colaboração de Yasnaia Ferreira e que será praticado no conjunto Olavo Calheiros com as vítimas das enchentes de 2010 que devastaram parte da cidade de Murici. O projeto com o título “A Banana como Alimento de Fonte de Renda” teve início em agosto deste ano e tem a finalidade de  proporcionar  o uso da fruta como opção de renda, a partir da casca para produção de doces. Para isso, uma cartilha de orientação sobre microbiologia, legislação, preparo e comercialização da fruta foi distribuída com a comunidade para culminar no preparo de receitas tradicionais. O projeto é orientado pela professora Daniele Tavares.

Experimentos em Química

Ainda no Câmpus Murici, os estudantes Ariana Francielle, Edson Francisco, Isabelle Noewerta e Sinízia Mirtes são autores do projeto de utilização de experimentos de química em comunidades aplicado em cinco escolas, sendo quatro de Murici e uma em Branquinha, município próximo. ”São produtos químicos de baixo custo que resultam em 16 experimentos, a partir da oxidação, redução, equilíbrio e pressão, itens que diminuíram o grau de dificuldade de manuseio das substâncias. “Há escolas onde os alunos sequer sabiam qual era a fórmula da água”, disse Ariana Francielle. Em Branquinha, as estudantes utilizaram o laboratório da escola estadual, que estava fechado, por haver o temor de os participantes se machucarem com os produtos. Porém, atualmente, eles manuseiam as substâncias sem medo, depois do projeto de pesquisa que começou no ano passado e já envolveu cerca de mil alunos. O resultado da pesquisa está sendo colhido por meio de questionários repassados aos participantes sobre a importância da ação realizada nas escolas. O trabalho já foi apresentado no Congresso Brasileiro de Química (CBQ) realizado no ano passado, em Recife e no Connepi (Congresso Norte/Nodeste de Pesquisa e Inovação) em Palmas-TO. Em outubro,  os autores estarão  no CBQ do Rio de Janeiro. Alguns resultados já podem ser consultados na página do Facebook Muriciência. A orientação do projeto é da professora Ana Paula Aquino Benigno.

Biojóias

Já o projeto dos alunos Samuel Souza e Cyntia Maksuellem,  que começou neste mês, prevê a seleção de  sementes para a produção de biojóias no município de Murici. Essas sementes são coletadas na reserva de mata atlântica, onde há uma diversidade de espécies de árvores.  A iniciativa se prolongará até julho de 2014 e, quando de sua conclusão, toda a produção de biojóias, a partir de colar, lantejoulas, brincos e pingentes será doada ao projeto Mulheres Mil do câmpus Murici  como incentivo ao negócio sustentável.

Alunos

Os alunos do câmpus Palmeira dos Índios apresentam dois importantes projetos extraclasses: Complexos de Európio e Térbio para Aplicação como Marcadores Luminescentes em Criminalísticas e a Utilização das Cinzas do Bagaço da Cana- de-Açúcar na Produção de Tijolo Ecológico.

O primeiro se trata de um método para identificar manuseio ilegal de cédulas, por meio de saquinhos com a mistura da substância introduzidos nos caixas eletrônicos. Em caso de explosão dos equipamentos,  o produto injeta uma mancha invisível ao olho nu no dinheiro que somente poderá ser vista por meio de material luminescentes criado pelos alunos Alan David  da Costa e Gregory Allbert  Santos Carvalho, ambos do curso de eletrônica. O projeto de pesquisa, segundo Alan David, será automatizado com a colaboração do aluno José Diego do curso de Informática, a partir da linguagem  Aduíno – material de baixo custo que emite um led infravermelho durante o teste. “Com esse projeto, haveria facilidade na identificação de autores de assaltos a bancos ao fazerem uso do dinheiro furtado sem que eles percebam  a  mancha. O projeto foi apresentado no ano passado em Londres e, segundo os estudantes, teve boa recepção entre os participantes do evento científico.

O segundo projeto de pesquisa de autoria das alunas Samantha Mendonça e Taísa Tenório começa a ganhar o mundo. Recebeu medalha de bronze durante o GeniusOlypiamd nos Estados Unidos e se prepara para ser apresentado na Europa e Ásia. Pela ideia da professora Sheyla Marques, foi encontrado em resíduos da cana-de-açúcar o material resistente para fabricação de tijolos ecológicos. “Enquanto o tijolo tradicional sai a trinta centavos, o solo cimento com cinza sai a seis centavos a unidade", diz  a professora Sheila Marques. O  tijolo ecológico é  três vezes mais resistente que o tradicional e  ainda há a vantagem de  que a fabricação dele causa menos impacto ao meio ambiente, mas até chegar ao resultado tão esperado, as meninas tiveram que fazer várias tentativas. E para isso foi preciso muita dedicação.

Há ainda exposição de ex-alunos do Proeja (Programa de Educação de Jovens e Adultos) realizado entre 2008 a 2010, no Ifal.  As ex-estudantes e agora artesãs certificadas Maria José e Betânia dos Santos que afirmam terem evoluído na profissão, depois de passarem pelo Proeja. Os patrocinadores também apresentam seus produtos na 37ª Reditec.

 

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