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Professores do Ifal têm projetos selecionados pelo CNPq

Pesquisas aprovadas irão estudar o complexo lagunar de Alagoas e a nutrição eficiente de peixes nativos.
última modificação 04/11/2013 08h40

 

Thâmara Gonzaga

As pesquisas desenvolvidas por docentes do Instituto Federal de Alagoas despontam no cenário nacional pelo caráter inovador e relevância social de seus trabalhos. Prova disso são os dois projetos selecionados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para obter financiamento durante 36 meses.

“O resultado é uma conquista muito importante para o Ifal, por causa da seriedade e do compromisso com o desenvolvimento da ciência que o CNPq preconiza; sem falar da dificuldade de se conseguir tal feito, uma vez que, tradicionalmente, há um predomínio de propostas das universidades”, salientou o chefe do Departamento de Pesquisa e Inovação do Ifal, José Ginaldo.

Os projetos selecionados concorreram à Chamada Universal (MCTI/CNPq Nº 14/2013) que reúne propostas de todo o Brasil. Na faixa de financiamento A, no valor de até R$ 30 mil, os institutos federais aprovaram 25 projetos, dos quais dois são do Ifal.

Projetos selecionados

Monitoramento do complexo lagunar
Entender os efeitos da poluição nos outros seres vivos de forma a conseguir monitorar impactos ambientais futuros. Esse é o principal problema que a pesquisa do professor do Câmpus Marechal Deodoro do Ifal, Renato Romero, intitulada “Macroinvertebrados bentônicos como bioindicadores de qualidade ambiental em riachos do Complexo Estuarino Lagunar Mundaú – Manguaba - CELMM, AL”, irá investigar.

Graduado em Ciências Biológicas, com mestrado em Zoologia pela Universidade Estadual de Santa Cruz e doutorado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp, em São José do Rio Preto), o pesquisador, que também atua como conselheiro titular na Área de Proteção Ambiental de Santa Rita, esclarece que a pesquisa irá contribuir com a geração de protocolos eficientes de monitoramento ambiental do complexo de lagoas Mundaú – Manguaba, área muito importante do ponto de vista alimentar, social e ambiental.

O estudo envolve levantamento bibliográfico, reconhecimento das áreas a serem amostradas, análise de parâmetros físico-químicos dos organismos, geração de relatórios, artigos, além de propostas de intervenção por meio de ações de extensão.

Todas as atividades contarão com a participação de alunos dos cursos médio integrado em Meio Ambiente e superior Tecnológico em Gestão Ambiental.

Professor Renato Romero durante atividade de pesquisa.

Nutrição eficiente para criação de peixes nativos

O outro projeto selecionado foi do professor do Câmpus Satuba, Daniel Magalhães. Zootecnista, com mestrado em Produção Animal pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e doutorado em Nutrição e Produção Animal pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp, em Botucatu – SP), o pesquisador irá coordenar o projeto “Digestibilidade de ingredientes por tambaquis Colossoma macropomum em duas faixas de peso”.

A pesquisa busca comparar a capacidade de aproveitamento da energia e dos nutrientes presentes nos alimentos consumidos por tambaquis de dois tamanhos diferentes. “Há pouco conhecimento sobre nutrição das espécies de peixes nativas do Brasil, até mesmo quando nos referimos ao tambaqui que é uma das principais espécies cultivadas. Por conta disso, na formulação e fabricação de rações para peixes nativos, muitas vezes, são extrapolados valores obtidos com espécies exóticas (como tilápias, trutas e carpas) em ambientes totalmente diferentes daqueles em que criamos as espécies no país”, esclarece Magalhães.

Outro importante problema constatado pelo pesquisador é o fato de os estudos sobre digestibilidade de ingredientes em peixes se concentrarem nas fases mais jovens, quando o hábito alimentar e a capacidade digestiva dos animais ainda estão se estabelecendo. “Acreditamos haver uma alteração na capacidade de aproveitamento dos nutrientes dos alimentos à medida que os peixes mudam de fases de vida (crescem) e isto não foi estudado efetivamente (com testes de digestibilidade de alimentos) em nenhuma espécie nativa”, acrescenta.

Segundo o professor, os resultados obtidos com a pesquisa poderão contribuir com o setor produtivo, pois as empresas de ração necessitam de dados confiáveis coletados in vivo para poder formular e fabricar as rações que vão para o mercado.

“O piscicultor necessita de rações mais específicas, que atendam as necessidades nutricionais de cada espécie criada e em cada fase de vida (alevino, juvenil ou em final de engorda). As rações formuladas utilizando os valores de nutrientes digestíveis identificados em determinada espécie atendem melhor a necessidade nutricional, reduzem a excreção fecal de nutrientes, portanto, beneficiam o meio ambiente, além de implicar em redução efetiva de custos de produção, já que as rações seriam utilizadas com maior eficiência resultando em maior crescimento”.

De caráter multidisciplinar, a pesquisa contará com a participação de alunos do curso de Biologia do Câmpus Maceió, de Zootecnia do Ceca-Ufal e do curso Técnico em Agropecuária do Câmpus Satuba.

Professor Daniel Magalhães, no laboratório da Universidade Nacional de Colômbia onde esteve realizando atividades de colaboração em pesquisa.

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